Sexta-feira, 16 de Março de 2007

Esquissos

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Gostava de ter feito tanta coisa diferente nessa última semana. Deveria, bem sei. Como também sei que o tempo não volta atrás e o que cada um de nós disse e fez não se apaga da memória apenas por querermos. Poderia ter dado mais de mim, mas tanto aconteceu que não me deixou outra via de escape senão reacções que nunca tentaste sequer compreender. São reacções aprendidas, que levarão o seu tempo a serem por mim ignoradas e ultrapassadas... mas isso tu não entendeste… porque não soubeste ou simplesmente não quiseste. Eu limitei-me a tentar gerir atitudes que não compreendi. Senti-me transparente e insignificante sem o merecer. Fiquei aquém de expectativas que nunca me tinham sido transmitidas. Também tu ficaste aquém de tanto que não te disse. Se algo falhou (e é inegável que falhou) a culpa é de ambos. O diálogo resumiu-se ao essencial... erro crasso, bem sabes. Em que momento se deu esta viragem inesperada? Porquê não conseguimos trazer-nos de volta à realidade em tempo útil? Porquê passamos a ver-nos de forma diferente, como se fossemos quase dois desconhecidos? Porquê tanta frieza e vazio na voz? Acima de tudo... porquê desististe de mim?
(5 Mar. 2007)

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Não entendo... a sério que não entendo. Não bastava a frieza? Tinha de haver também mentiras e um sem-fim de incoerências e pontos que não batem certo nem à força de querer? Incontáveis porquês, sem resposta que me sossegue, toldam o meu entendimento neste momento. Onde pretendias chegar, afinal? Não te justifiques comigo! Não é suposto eu servir de desculpa para os teus devaneios sem explicação plausível! Não entendo, a sério que não entendo... Porquê? Eu não merecia. Por mais que me esforce em tentar compreender os teus motivos e as tuas explicações, tudo me soa a falso e sem nexo causal...
Não sei se o sentimento que fala mais alto em mim neste momento é a dor ou a raiva. Jamais pensei que tudo o que fomos construindo ao longo deste breve tempo pudesse terminar desta forma tão sem sentido...
Porquê?
(6 Mar. 2007)

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Tenho sentido a tua falta. Sei que também tens sentido a minha. Apesar do vazio da voz, não deixamos de nos falar nos últimos dois dias, embora não passe de breves minutos. Continuo magoada com tudo. Continuo a não entender as explicações que me deste. Há peças que não encaixaram ainda neste puzzle mental que tem ensombrado os meus dias e noites. A minha mente anda num turbilhão indescritível. Sinto que prefiro não parar para pensar. Hoje inscrevi-me num voluntariado. Tenho de ocupar algum do meu tempo livre ajudando os outros (quem sabe se não encontrarei nesses “outros” a ajuda de que eu própria necessito). Resolvi baldar-me à segunda parte da última aula. O fundo, não estava lá a fazer nada... e a culpa não era apenas do monocórdico do docente. Na realidade, a minha mente estava bem longe daquela aula e continuar lá apenas fisicamente não fazia qualquer sentido. Jantei no Forum com uma amiga e na volta recebi o teu telefonema. Um tom mais calmo na minha voz teve o mesmo feedback na tua. Pediste para te avisar quando chegasse a casa...
(8 Mar. 2007)

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Começo o dia a falar contigo, numa conversa que durará longas horas madrugada dentro e onde muito se falará e se esclarecerá. Escuto novamente explicações que já me haviam sido dadas. Tento ao máximo colocar-me no teu lugar. Continua a haver atitudes que quero acreditar que eu não teria. Chega a minha vez de esclarecer factos menos claros e explico pela enésima vez o que para mim despoletou aquela semana estranha, até achar que finalmente entendeste o que senti e o que motivou as minhas acções. Continuo a tentar entender as tuas... naquela semana e nos dias que lhe seguiram. Ambos assumimos e reconhecemos os erros pessoais cometidos ao longo dos últimos dias. Não fazia qualquer sentido negar o óbvio. A conversa já vai longa e os sentimentos falam mais alto a cada frase proferida. Velada e timidamente, é certo, mas ambos sabemos os sentimentos camuflados por trás de tudo o que é dito. O que para mim seria impensável acontece. Não sei se ambos teremos sido vencidos pela exaustão. Eu apenas quis esclarecer as minhas dúvidas, que eram mais que muitas. Tu pensaste que estava a dirigir a conversa no sentido da reconciliação... Fosse o que fosse, ambos concordamos que tentar salvar o muito que tinha ficado por fazer e dizer continuava a fazer todo o sentido. Mas, depois de tudo, a minha confiança em ti estava fortemente abalada... e tu estavas ciente disso.
(9 Mar.2007)

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Os dias que passaram foram estranhos. A confiança que tenho em ti é tão pouca que faz desaparecer a ideia de que talvez ainda haja uma hipótese para nós. Na última semana construí a minha muralha protectora, que me tem impedido de expressar ou manifestar sentimentos, salvaguardando-me para não sofrer ainda mais. Sinto que desmoronei completamente por dentro nos últimos dias, mas a fachada protectora mantém-se e não me deixa ir abaixo, nem dar mostras de fragilidade. As lágrimas já há muito desapareceram. Continuo a sentir que parecemos dois estranhos com pouco a dizer um ao outro, mas sinto que já não me importo. Tu já notaste que não voltei a mim e penso que também já sabes o porquê. Hoje sinto-me desligada e não quero sequer saber o motivo. A sério, não me importa mesmo… mas partiu-me o coração ver a tristeza no teu olhar...
(12 Mar. 2007)

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Hoje foi um dia bastante diferente. Senti-me diferente... para melhor! Esteve um lindo dia de sol. Era impossível não estar de bem com a vida hoje e isso esteve bem patente nas minhas sms e no meu tom de voz ao falar contigo. À noite já o ambiente estava novamente a ficar estanho no msn (ciúmes da tua parte... sem razão de ser, como sabes) até teres ficado a conversar a sós o meu companheiro das aurigas imortais. O que se seguiu foi deveras inesperado... uma declaração de amor numa voz doce e meiga que tanta falta me fez ouvir nas últimas semanas e onde voltei a ver tudo o que sempre me cativou em ti e andou escondido nos últimos dias. Temos tudo para dar certo... não vamos agora deitar tudo a perder, pois não?
(13 Mar. 2007)

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Danni, em final de introspecção
publicado por Danni às 13:45
link do post | Vá, diz qualquer coisinha! | favorito
2 comentários:
De Yuri a 18 de Março de 2007 às 22:55
Usa os dentes e as unhas;)
De r a 18 de Março de 2007 às 10:00
um grande beijinho cheio dee coragem:) o solzinho bom ajuda ;D

Vá, diz qualquer coisinha!

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