Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

O fiel jardineiro

 

 

 

 

 

Apesar do título deste post ser uma clara alusão a um grande filme, não estou aqui para vos falar nele. O que me traz hoje ao meu e vosso ciber-tasco são as relações amorosas… o que falha, para ser mais precisa. Pois é, meus amigos, isto de manter uma relação é uma carga de trabalhos e dores de cabeça!
 
No início tudo são rosas (no sentido literal e figurado), mas isso depressa termina. Nós – e quando digo “nós”, é um geral demasiado geral, porque a mim caramelo nenhum mandou esta boca… e se a pensou, depressa tratou de calar a boquinha de onde só sai asneira, piropo de engate “à la trolha” e frases feitas nas quais já não caio – adiante! Estava eu a dizer que nós somos acusadas de dar um sem-fim de fodas nos primeiros meses e de começar a “cortar-nos” à medida que o tempo passa. Será que os otários do sexo oposto nunca pensaram que isto é um sinal de algo? Ao contrário deles, nós não conseguimos dar a trancada da praxe se o ambiente não for propício ou se algo não estiver tão bem como devia. Quando falo em falta de feeling, não me refiro apenas ao sexo mas sim a toda a intimidade e tudo o que lhe está inerente.
 
Misturado com conversas que me deram asco ler (aqui é favor colocar os tags “fezes do msn” e “wtf”), estava o seguinte discurso metafísico – passo a citar – “para mim, um relacionamento é como um jardim… tem de ser cuidado todos os dias, senão morre”. Bonitas palavras, sim senhor! Será que as acções são a condizer? É precisamente aqui que a coisa descamba, porque até quem apregoou isto até à exaustão deixa morrer uma relação! Como? Muito simples. Basta começar a tomar as coisas como garantidas, quando nada nesta vida o é, para começar a baixar a guarda, deixando que as ervas daninhas comecem a instalar-se. Claro que o desleixo sentimental não é exclusivo de quem apregoa a arte da jardinagem, mas convenhamos que nestes casos se nos afigura irónico o desleixo. No fundo, tudo isto não passa de um grave problema de memória (Alzheimer emocional?), com consequências mais ou menos previsíveis.
 
Esquecemos as necessidades do outro…
Esquecemos que falar nem sempre é sinónimo de comunicar…
Esquecemos que a paciência é uma virtude que também deve existir em nós…
Esquecemos o companheirismo e a cumplicidade…
Esquecemos que o egoísmo não é compatível com o amor…
Esquecemos que devemos dar uma carícia sem motivo algum e sem esperar algo em troca…
Esquecemos até que ponto precisamos desesperadamente daquele abraço apertado…
Esquecemos que valorizar o outro e fazê-lo sentir-se amado e desejado é fundamental…
 
 
E esquecendo os pequenos detalhes e tudo o que um dia nos juntou, abrimos portas à indiferença… e ao final.
 
 
 
Enquanto escrevia este post, estava na dúvida se haveria música que conseguisse transmitir o que eu tentei nestas breves palavras. Num insight lembrei-me desta, que vai mais além das relações amorosas e abarca as relações com todo os que nos são queridos… e a moral da história mantém-se a mesma: devemos dar o devido valor às pessoas que o merecem, antes que seja tarde demais e as palavras fiquem suspensas no vazio.
 
 

 

Hoy me siento: jardim a precisar de cuidados
música: Tal vez (Ricky Martin)
publicado por Danni às 16:51
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

There's no need to argue... anymore

 

 

Hoy me siento: a precisar de um abraço
música: No need to argue (Thee Cranberries)
tags:
Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Até quando?

          Foto: Nuno Baptista

              In Olhares.com

 

Continuo sem saber o que fazer a este ponto final que teima em me fazer pensar em tudo o que não quero...

 

Continuo a olhar para trás e pensar que são demasiadas incertezas... talvez mais do que aquelas que consigo suportar...

 

Continuo a sentir-me nauseada com o que a minha imaginação me faz ver...

 

Até quando?

 

Talvez fosse mais fácil congelar o tempo e não pensar. Acordar quando toda esta fase estranha tivesse passado... Sim, o meu mal sempre foi pensar demasiado nas coisas e ter uma imaginação demasiado gráfica. Em tempos, alguém com conhecimeto de causa disse-me que eu era uma pessoa bastante emotiva e com ressonância bastante secundária... e não é que sou mesmo! Os acontecimentos marcantes da minha vida não me alegram ou entristecem apenas no momento em que ocorrem, mas ficam em mim de tal forma que, passados anos, continuam a alegrar-me ou, pior, entristecer-me e frustrar-me como se tivessem acontecido naquele momento. Sou mesmo assim e ainda não descobri a melhor maneira para contornar isto.

 

Gostava de ter um botão de reset, para esquecer tudo o que me fere a alma e me impede de ser feliz.... mas não tenho.

 

 

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

 

 

No final tudo se tornou tão difícil.

 

Há já muito que não estava a ser eu mesma e com isso acabei por magoar quem não o merecia. Disse muita coisa que não queria nem sentia, apenas com o intuito de magoar e também ouvi muita coisa que me magoou, talvez não pelo conteúdo mas sim pela forma como foi dito... e se há algo que não volta atrás, é a palavra depois de proferida e o tempo depois e perdido.

 

Desculpa...

Eu sei... as desculpas não se pedem, evitam-se... vale para ambos.

 

Há momentos em que sentimos ser tarde para muito do queriamos ter sido. Hoje, nada mais temos a dar um ao outro, senão este clima de incerteza e de acusações de parte a parte e isso não é bom para nenhum de nós! Não é assim que vamos a algum lado...  mas também já muito foi dito e feito por ambos, que nós impede de avançar. É triste. 

 

Sei que, afastando-me, este mau ambiente não se voltará a repetir e esse é um bem maior que me fará afastar-me sem mais questões ou acusações. Abnegação sempre foi o meu forte e, graças a essa estúpida abnegação, consigo forçar-me a não olhar para trás, nem pensar no que deixei... no que deixei de ter... no que deixei de desfrutar... no que deixei que me escapásse por entre os dedos...

 

Obviamente isto não vai impedir-me de pensar, mas vai impedir-me de sofrer... e em última análise, também a ti.

 

Uma vez mais, desculpa... mesmo... por tudo.

A ti, já te desculpei...

 

Até sempre.

Danni

 

 

 "Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades."
(Luiz Vaz de Camões)
 

 

Hoy me siento: abalada e triste
música: love hurts (Nazareth)
Domingo, 7 de Junho de 2009

Para que conste

Fartei-me! A sério. A paciência tem limites e eu nunca tive vocação para santa. 

 

Sabes, sou um bocadito pitosga (sou, confesso!), mas para compensar tenho uma audiçao do caraças... e tenho de ouvir cada merda, que nem te digo! Desde meias verdades a mentiras, passando por todas as omissões de que te conseguires lembrar... e vir a saber mais tarde que andei a levar precisamente com as mesmíssimas frases feitas que... olha... que nada! Este assunto encerra aqui, porque hoje mesmo a minha vida toma um novo rumo!!  

 

Como se diz no Alentejo... Tem avondo!!! 

 

Nenhuma das minhas resoluções para este ano foi levada a sério, mas sei que estou sempre a tempo de tomar novas resoluções e fazer delas o meu azimute... Quero voltar a sentir-me como quando fui para Coimbra, quando decidi tomar novo rumo e voltar a ser dona da minha vida. Quero que o meu nariz volte a ser o meu ponto final!!

 

Basta de tudo o que tem sido! Começaste cedo, mas também te apanhei cedo... e se deixei arrastar até hoje foi porque quis, não porque o merecesses! Shame o you, if you fool me once... shame on me, if you fool me twice! Lá está, shame on me!

 

Eu nunca fui vingativa... mas cá se fazem, cá se pagam, tá? Depois espanta-te se te fizer passar pelo mesmo... começamos com as mentiras e terminamos como tu sabes...

 

(não se aceitam reclamações)

 

 

 

Hoy me siento: needing an extreme makeover
música: Empty (the Cranberries)
Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Norte perdido

 

 

Hoy me siento: sem palavras
música: Ya no siento (Rosana)
tags:
Segunda-feira, 7 de Março de 2005

Só para dizer... desculpa

Pergunto-me tantas vezes como foi que tudo mudou? Saturação, calculo. Foram demasiados anos... criei demasiadas expectativas... Não há um único motivo grave que justifique o fim da nossa relação... apenas um somatório de pequenos pormenores... pequenos nadas! A culpa não é tua! Se culpas houver a atribuir, então que seja a ambos, por termos baixado os braços quando não devíamos.

 

Desculpa se te fiz sofrer, se não soube ser a companheira que merecias. Se perdi a paciência tantas vezes sem justificação... desculpa!

 

Amei-te loucamente... e sim, fui feliz contigo! Muito feliz.... ao contrário do que pensas. Sei que também foste muito feliz comigo. Sei, porque te conheço bem.

 

Não sei o que o futuro nos reserva, nem se nos voltará a juntar... sinceramente, isso agora não é importante. Temos de viver um dia de cada vez, não é? Sei apenas que serás sempre aquela pessoa especial com quem tive o privilégio de partilhar uma relação e tudo o que vivi contigo ficará para sempre guardado na minha memória com muito carinho.

 

Se mais alguém ocupar um lugar especial na tua vida, desejo do fundo do meu coração que te saiba fazer feliz.... porque TU MERECES! Já sei que deves estar a pensar o que tantas vezes me disseste "Não sejas tonta! Não vou querer mais ninguém na minha vida!"... Não te iludas! A seu tempo, entrará alguém no teu coração que te merecerá todo o amor que tens para dar... e eu quero que sejas muito feliz! Uma pessoa como tu merece tudo de bom que a vida tem para oferecer!

 

Mereces todo o meu respeito. Pela tua atitude imparcial. Por não me julgares, nem te deixares influenciar pelos julgamentos errados que foram feitos à minha volta. Por acreditares em mim. Obrigada! Não me desiludiste em nada. Mesmo depois do fim, soubeste agir de forma correcta... e ainda hoje o fazes!

 

Espero que tenhas em mim a Amiga em quem podes confiar e a quem podes recorrer SEMPRE! Sabes que estarei sempre para ti e não hesitarei em ajudar-te!

 

Quero contar sempre contigo!

 

Um grande beijinho

*Danni*

 

Quinta-feira, 3 de Março de 2005

É tempo de deixar de olhar para trás...

noite2.jpg 

 

Deixas em mim tanto de ti

(Pedro Abrunhosa / Pedro Abrunhosa)

 

A noite não tem braços

Que te impeçam de partir,

Nas sombras do meu quarto

Há mil sonhos por cumprir.

 

Não sei quanto tempo fomos,

Nem sei se te trago em mim,

Sei do vento onde te invento, assim.

Não sei se é luz da manhã,

Nem sei o que resta em nós,

Sei das ruas que corremos sós.

 

Porque tu,

Deixas em mim

Tanto de ti,

Matam-me os dias,

As mãos vazias de ti.

 

A estrada ainda é longa,

Cem quilómetros de chão,

Quando a espera não tem fim,

Há distâncias sem perdão.

 

Não sei quanto tempo fomos,

Nem sei se te trago em mim,

Sei do vento onde te invento, assim.

Não sei se é luz da manhã,

Nem sei o que resta em nós,

Sei das ruas que corremos sós.

 

Porque tu,

Deixas em mim

Tanto de ti,

Matam-me os dias,

As mãos vazias de ti.

 

Navegas escondida,

Perdes nas mãos o meu corpo,

Beijas-me um sopro de vida,

Como um barco abraça o porto.

 

Porque tu,

Deixas em mim

Tanto de ti,

Matam-me os dias,

As mãos vazias de ti.

 

 

Porque tudo tem um momento ideal para acontecer. Há palavras e momentos que ficam guardados para sempre em nós... mas o tempo nao pára e a vida tem mesmo de continuar.

*Danni*

 

Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2005

Para alguém com incertezas...

A natureza humana prega-nos cada rasteira...

 

Mesmo assim, nunca deixes de escutar o que te diz o teu coração. Citando Séneca, "O amor não se define; sente-se". Se sentes que deves enveredar por um caminho que a razão te diz não ser o mais correcto, porquê não arriscar mesmo assim? Pode ser que seja este o momento de recompor tudo o que no passado esteve fora do teu controlo. Pode ser que seja precisamente agora que o caminho da felicidade se abre para ti e não no passado em que tudo falhou. Não te prendas a um medo de magoar as pessoas quando é a tua felicidade e o teu futuro que estão em jogo.

 

Esse alguém que receias magoar compreende perfeitamente que o teu passado foi e continua a ser demasiado importante e apoia totalmente a tua decisão de voltares atrás. Por muito que tentes, não conseguirás deixar de magoar quem tantas esperanças depositou em ti... mas a vida é mesmo assim. Até a mágoa se suaviza com o tempo. Jamais poderias continuar com tantas incertezas. Não seria justo, tal como não tem sido justo até hoje... sei bem do que estou a falar!

 

Não te quero ver sofrer por esta dúvida que te consome. Acima de tudo, a tua principal opção deves ser tu próprio.

 

Quem entrou neste jogo há menos tempo sai enquanto ainda lhe resta alguma sanidade mental... depois de atravessar o caos, voltará a ver o brilho do sol e encontrar-se-á novamente.

 

Não te preocupes, tudo voltará ao seu rumo natural. Dá tempo ao tempo...

 

Força!

 

"Procura a tua felicidade e, desta vez, não permitas que se te escape por entre os dedos..." Gi

 

*Danni*

 

"O coração tem razões que a própria razão desconhece" Blaise Pascal

"Há vários motivos para não amar uma pessoa, e um só para amá-la; este prevalece" Carlos Drummond de Andrade

Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2005

Momentos...

É noite.

Ao longe o mar.

Sinto o ruído das ondas a romper. A suave brisa acaricia o meu corpo.

Envolves-me num abraço apertado. Fecho os olhos.

O tempo fica suspenso para sempre nesse momento mágico.

Sinto o teu corpo, o teu cheiro... Sinto-te.

A tua presença prende-me a este lugar.

Não sei quem és.

 

Acordo. Tudo não passou de um sonho.

Os meus olhos enchem-se de lágrimas, como um rio que quer transbordar.

E choro!

Choro a perda do que nunca foi meu.

Choro por tudo o que não quero sentir.

Choro a mágoa.

Choro a solidão.

Choro em vão.

E grito!

Nenhum som sai da minha garganta.

Ninguém me ouve.

Ninguém sabe quem sou.

 

Sou apenas a recordação sem nexo de um momento sublime.

Que insignificante me sinto agora...

 

Talvez num momento distante te volte a encontrar. Talvez um dia regresse a esse lugar mágico e me encontre novamente...

 

Sei que estarei lá...

...Onde o tempo parou.

 

*Danni*

publicado por Danni às 19:34
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